31 99979 9360

Entre em contato

31 3443 4813

Fale conosco

Sede Nacional - Av. Orsi Conceição Minas, 200 - Bandeirantes - BH/MG

LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 21 de agosto de 2025

Antífona

– O Senhor o escolheu para a plenitude do sacerdócio e, abrindo seus tesouros, o cumulou de bens.


Coleta

– Ó Deus, que, para defender a fé católica e restaurar todas as coisas em Cristo, cumulastes o papa São Pio 10º de sabedoria divina e coragem apostólica; concedei benigno que, seguindo seus exemplos e instruções, alcancemos o prêmio eterno.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. 


1ª Leitura: Jz 11,29-39a

– Leitura do livro dos Juízes: Naqueles dias, 29o espírito do Senhor veio sobre Jefté e ele, atravessando Galaad e Manassés, passou por Masfa e Galaad e de lá marchou contra os filhos de Amon. 30E Jefté fez um voto ao Senhor, dizendo: “Se entregares os amonitas em minhas mãos, 31a primeira pessoa que sair da porta de minha casa para vir ao meu encontro, quando eu voltar vencedor sobre os amonitas, pertencerá ao Senhor e eu a oferecerei em holocausto”.
32Jefté passou às terras dos amonitas para combater contra eles, e o Senhor entregou-os em suas mãos. 33E Jefté fez uma grande mortandade em vinte cidades, desde Aroer até a entrada de Menit e até Abel-Carmim, e assim os filhos de Amon foram subjugados pelos filhos de Israel. 34Quando Jefté voltou para sua casa em Masfa, sua filha veio-lhe ao encontro, dançando ao som do tamborim. Era a sua única filha, pois não tinha mais filhos. 35Ao vê-la, rasgou as vestes e bradou: “Ai, minha filha, tu me prostraste de dor! És a causa da minha desgraça! Pois fiz uma promessa ao Senhor e não posso voltar atrás”.
36Então ela respondeu: “Meu pai, se fizeste um voto ao Senhor, trata-me segundo o que prometeste, porque o Senhor concedeu que te vingasses de teus inimigos, os amonitas”. 37Depois, disse ao pai: “Concede-me apenas o que te peço: deixa-me livre dois meses para ir vagar pelos montes com minhas companheiras e chorar a minha virgindade”. 38“Vai!”, respondeu ele. E deixou-a partir por dois meses. Ela foi com suas companheiras chorar pelos montes a sua virgindade. 39aPassados os dois meses, voltou para o seu pai e ele cumpriu o voto que tinha feito.

– Palavra do Senhor. 

– Graças a Deus. 


Salmo Responsorial: Sl 40,5.7-8a.8b.9.10 (R: 8a.9a)

– Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!
R: Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!


– É feliz quem a Deus se confia; quem não segue os que adoram os ídolos e se perdem por falsos caminhos.

R: Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!


– Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, e então eu vos disse: “Eis que venho!”

R: Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!


– Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!”

R: Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!


– Boas novas de vossa justiça anunciei numa grande assembléia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!
R: Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

Aclamação ao santo Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

– Oxalá ouvísseis hoje sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba! 

(Sl 94,8). 

Aleluia, aleluia, aleluia.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 22,1-14

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!

– Naquele tempo, 1Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, 2dizendo: “O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. 3E mandou os seus empregados chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir. 4O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!’ 5Mas eles não fizeram caso: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, 6outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. 7O rei ficou indignado e mandou suas tropas, para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. 8Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. 9Portanto, ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’. 10Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. 11Quando o rei entrou para ver os convidados observou ali um homem que não estava usando traje de festa 12e perguntou-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. 13Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Ali haverá choro e ranger de dentes’. 14Porque muitos são chamados, e poucos são escolhidos”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
Um homem sem o traje nupcial… (Mt 22,1-14)

Desde o Antigo Testamento, a aliança com Deus é apresentada para nós na figura de um casamento. Este simbolismo chegou a seu ponto culminante nas bodas de Caná (cf. Jo 2), projetando-se elasticamente no livro do Apocalipse, onde se celebra em definitivo o festim nupcial do Cordeiro (cf. Ap 19,17).

A parábola do Evangelho começa em clima bem aceitável: os convidados ao banquete, muito ocupados em seus afazeres terrenos, rejeitam o convite para o festim. Mas a bondade do Rei é grande, e ele manda trazer (ou arrastar?!) pobres, mendigos e aleijados para deixar bem cheio o salão de festa. Inesperadamente, um dos convivas é lançado fora da festa sob a alegação de estar malvestido para a ocasião. Chocante! Como fica a misericórdia cristã?

O abade André Louf nos ajuda a ler esta passagem: “Existe uma resposta fácil, muitas vezes ouvida. Que consiste em dizer que a falta da roupa nupcial é sinal de uma negligência, uma infidelidade. Para entrar no Reino, seria preciso estar limpo e bem elevado. Mas a parábola não diz em lugar 

algum que o convidado expulso estava em roupa de trabalho ou de blue-jeans!

Não se trata de ter as mãos limpas para entrar no Reino, no qual Jesus diz em outra parte que os pecadores e as prostitutas irão preceder-nos. Ainda temos chance de estar entre os eleitos mesmo sendo pecadores, sob a condição de vestir, não um traje aqui de baixo, mas a única veste nupcial do Reino.

Qual será, pois, esta veste nupcial? São Paulo já nos disse: é a roupa nova do homem novo, criado em Jesus Cristo. Ela é Jesus Cristo. Necessitamos absolutamente despojar-nos do homem velho e de suas pretensões, tal como uma roupa usada, e revestir-nos, como de uma roupa novinha em folha, do próprio Jesus Cristo, a humildade de sua cruz e a força de sua ressurreição. O rei só tolera entre os convivas – se eles são bons ou maus, pouco importa! – aqueles que apresentam os traços de seu Filho. Aqueles que aceitam ser eleitos e bem-amados no único Eleito e no único Bem-Amado: Jesus.

E quais são os traços de Jesus? São Paulo os desenha em outra passagem: ‘Como eleitos de Deus e seus bem-amados, revesti-vos de terna compaixão, de bondade, humildade, doçura, paciência; perdoai-vos mutuamente; o Senhor vos perdoou’. (Cl 3,12-13). Esta é a veste nupcial, a única que Deus poderá reconhecer na hora do banquete. Esta é a veste que faz estremecer o coração de Deus.” Boa festa!

Orai sem cessar: “Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo!” (Rm 13,14)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Com. Católica Nova Aliança.

Compartilhe nas mídias

Comente o que achou: