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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 22 de julho de 2026

Santa Maria Madalena, Festa

Antífona de entrada

Disse o Senhor a Maria Madalena: Vai a meus irmãos e anuncia-lhes: Subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. (Cf. Jo 20, 17)

Glória

Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso.
Nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.

Coleta

Ó Deus, o vosso Filho Unigênito confiou a Maria Madalena a missão de ser a primeira a anunciar a alegria pascal; concedei, nós vos pedimos, por sua intercessão e exemplo, proclamar que Cristo ressuscitou e contemplá-lo no seu Reino glorioso. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Ct 3, 1-4a

Leitura do Livro do Cântico dos Cânticos

Eis o que diz a noiva: 1 “Em meu leito, durante a noite, busquei o amor de minha vida: procurei-o, e não o encontrei. 2 Vou levantar-me e percorrer a cidade, procurando pelas ruas e praças, o amor de minha vida: procurei-o, e não o encontrei. 3 Encontraram-me os guardas que faziam a ronda pela cidade. ʽVistes porventura o amor de minha vida?ʼ 4a E logo que passei por eles, encontrei o amor de minha vida”.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Ou:

Primeira Leitura — 2Cor 5, 14-17

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 14 o amor de Cristo nos pressiona, pois julgamos que um só morreu por todos, e que, logo, todos morreram. 15 De fato, Cristo morreu por todos, para que os vivos não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. 16 Assim, doravante, não conhecemos ninguém conforme a natureza humana. E, se uma vez conhecemos Cristo segundo a carne, agora já não o conhecemos assim. 17 Portanto, se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 62(63), 2. 3-4. 5-6. 8-9 (R. 2b)

A minh’alma tem sede de vós, Senhor!

Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água!
A minh’alma tem sede de vós, Senhor!

Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam.
A minh’alma tem sede de vós, Senhor!

Quero, pois, vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios, ao cantar para vós meu louvor!
A minh’alma tem sede de vós, Senhor!

Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas à sombra eu exulto! Minha alma se agarra em vós; com poder vossa mão me sustenta.
A minh’alma tem sede de vós, Senhor!

Responde-nos, ó Maria, no teu caminho o que havia? Vi Cristo ressuscitado, o túmulo abandonado!
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Jo 20, 1-2. 11-18

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
Glória a vós, Senhor.

1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2 Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 11 Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12 Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13 Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. 14 Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15 Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”. 16 Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: “Rabunni” (que quer dizer: Mestre). 17 Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18 Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor”, e contou o que Jesus lhe tinha dito.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

PALAVRA DE VIDA
Por que choras? (Jo 20,1-2.11-18)

A tocante figura de Maria de Mágdala a chorar junto ao sepulcro de Jesus sempre traz à nossa mente aquela imagem da amada do Cântico dos Cânticos, que buscava insone pelo Amado: “Sobre meu leito, ao longo da noite, procuro aquele que eu amo. Eu procuro, não o encontro. Tenho de levantar-me, dar a volta pela cidade; nas ruas, nas praças, procurar aquele que eu amo.” (Ct 3,1-2)

Só que, no caso de Maria, já não há razões para chorar… Jesus, o Amado, já ressuscitou! Mas ela ainda está olhando na direção errada: mantem os olhos fixos no túmulo abandonado, enquanto o Mestre amado está bem próximo, logo às suas costas. E quando Jesus lhe dirige a palavra, Maria imagina falar com o jardineiro.

Até que Jesus a chama pelo nome: “Mariâm”, em hebraico. E também em hebraico ela responde: “Rabbúni”, uma forma afetiva de Rabi, indicando uma espécie de posse: meu Mestre… Teria ela identificado, ao mesmo tempo, a voz inconfundível de Jesus e certa entonação personalizada de seu próprio nome: “Ninguém me chama desse jeito, a não ser Jesus!”

Feliz, bem-aventurada Maria de Mágdala, outrora pasto dos demônios, hoje discípula predileta! Feliz daquele que ouve o seu nome pronunciado amorosamente por Jesus! Feliz daquele que chorava por Jesus e acabou consolado! Feliz de quem insiste em procurar pela pessoa amada!

O movimento natural de Maria é agarrar-se a Jesus, retê-lo junto a si, como posse pessoal. E gozar da incomparável alegria de sua intimidade em um tipo de relação eu/tu. Mas Jesus vai surpreendê-la com uma nova missão, ainda nos albores de um novo amanhecer: “Vai ter com os meus irmãos…” E ela parte para anunciar: “Eu vi o Senhor, e eis o que ele me disse”.

A mulher que chorava sua perda pessoal é, agora, uma voz que testemunha a vitória de Cristo sobre a morte. Ainda que o testemunho de uma mulher não convença de imediato os discípulos medrosos e desanimados, Madalena é a imagem da nova mulher, remida e projetada na estrada do Evangelho.

Como tenho vivido a minha vida? Continuo chorando rios de lágrimas, fechado em minhas próprias dores, quando o Senhor tem uma missão pessoal para mim? Ou já acolhi a missão que o Senhor me reservava?

Orai sem cessar: “Encontrei aquele que meu coração ama!” (Ct 3,4)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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