31 99979 9360

Entre em contato

31 3443 4813

Fale conosco

Sede Nacional - Av. Orsi Conceição Minas, 200 - Bandeirantes - BH/MG

LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 23 de janeiro de 2026

Antífona

– Toda a terra vos adore com respeito e proclame o louvor do vosso nome, ó Altíssimo (Sl 65,4).


Coleta

– Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai clemente as súplicas do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


1ª Leitura: 1Sm 24,3-21

– Leitura do primeiro livro de Samuel: Naqueles dias, 3Saul tomou consigo três mil homens escolhidos em todo o Israel e saiu em busca de Davi e de seus homens, até os rochedos das cabras monteses. 4E chegou aos currais de ovelhas que encontrou no caminho. Havia ali uma gruta, onde Saul entrou para satisfazer suas necessidades. Davi e seus homens achavam-se no fundo da gruta 5e os homens de Davi disseram-lhe: “Este certamente é o dia do qual o Senhor te falou: ‘Eu te entregarei o teu inimigo, para que faças dele o que quiseres’. Então Davi aproximou-se de mansinho e cortou a ponta do manto de Saul. 6Mas logo o seu coração se encheu de remorsos por ter feito aquilo, 7e disse aos seus homens: “Que o Senhor me livre de fazer uma coisa dessas ao ungido do Senhor, levantando a minha mão contra ele, o ungido do Senhor”.
8Com essas palavras, Davi conteve os seus homens, e não permitiu que se lançassem sobre Saul. Este deixou a gruta e seguiu seu caminho. 9Davi levantou-se a seguir, saiu da gruta e gritou atrás dele: “Senhor, meu rei!” Saul voltou-se e Davi inclinou-se até o chão e prostrou-se. 10E disse a Saul: “Por que dás ouvidos às palavras dos que te dizem que Davi procura fazer-te mal? 11Viste hoje com teus próprios olhos que o Senhor te entregou em minhas mãos, na gruta. Renunciando a matar-te! Poupei-te a vida, porque pensei: Não levantarei a mão contra o meu senhor, pois ele é o ungido do Senhor, 12e meu pai. Presta atenção, e vê em minha mão a ponta do teu manto. Se eu cortei este pedaço do teu manto e não te matei, reconhece que não há maldade nem crime em mim, que não pequei contra ti. Tu, porém, andas procurando tirar-me a vida. 13Que o Senhor seja nosso juiz e que ele me vingue de ti. Mas eu nunca levantarei a minha mão contra ti. 14‘Dos ímpios sairá a impiedade’, diz o antigo provérbio; por isso, a minha mão não te tocará. 15A quem persegues tu, ó rei de Israel? A quem persegues? Um cão morto! E uma pulga! 16Pois bem! O Senhor seja juiz e julgue entre mim e ti. Que ele examine e defenda a minha causa, e me livre das tuas mãos”. 17Quando Davi terminou de falar, Saul lhe disse: “É esta a tua voz, ó meu filho Davi? E começou a clamar e a chorar. 18Depois disse a Davi: “Tu és mais justo do que eu, porque me tens feito bem e eu só te tenho feito mal. 19Hoje me revelaste a tua bondade para comigo, pois o Senhor me entregou em tuas mãos e não me mataste. 20Qual é o homem que, encontrando o seu inimigo, o deixa ir embora tranquilamente? Que o Senhor te recompense pelo bem que hoje me fizeste. 21Agora, eu sei com certeza que tu serás rei, e que terás em tua mão o reino de Israel”.

– Palavra do Senhor. 

– Graças a Deus.


Salmo Responsorial: Sl 57,2.3-4.6.11 (R:2a)

– Piedade, Senhor, tende piedade.
R: Piedade, Senhor, tende piedade.


– Piedade, Senhor, piedade, pois em vós se abriga a minh’alma! De vossas asas, à sombra, me achego, até que passe a tormenta, Senhor!

R: Piedade, Senhor, tende piedade.


– Lanço um grito ao Senhor Deus Altíssimo, a este Deus que me dá todo o bem. Que me envie do céu sua ajuda e confunda os meus opressores! Deus me envie sua graça e verdade!

R: Piedade, Senhor, tende piedade.


– Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, vossa glória refulja na terra! Vosso amor é mais alto que os céus, mais que as nuvens a vossa verdade!

R: Piedade, Senhor, tende piedade.

Aclamação ao santo Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

– Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação (2Cor 5,19).

Aleluia, aleluia, aleluia.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 3,13-17

 – O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!

13Então, Jesus veio da Galiléia para o rio Jordão, até junto de João, para ser batizado por ele. 14Mas João queria impedi-lo, dizendo: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” 15Jesus, porém, respondeu-lhe: “Por ora, deixa, é assim que devemos cumprir toda a justiça!” E João deixou. 16Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água, e o céu se abriu. E ele viu o Espírito de Deus descer, como uma pomba, e vir sobre ele. 17E do céu veio uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado; nele está meu pleno agrado”

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
Toda a justiça… (Mt 3,13-17)

Pobre palavra, a “justiça”. Entre nós, ela soa como um ajuste de contas, um “acerto” conforme a lei dos homens e, até mesmo, como a mais crua das vinganças. Aliás, desde o Antigo Testamento, desfilam na história juízes injustos, testemunhas compradas e réus inocentes…

Não é dessa justiça que trata este Evangelho. Uma longa fila de pecadores se aproxima de João para um ato penitencial, um batismo de penitência como sinal de abertura ao Messias que está próximo, com a missão de estabelecer entre o Pai e os homens a “nova e eterna aliança”. No meio dos pecadores – para espanto de João Batista – a última pessoa que ali devia comparecer: o Cordeiro sem mancha e sem pecado. E a justiça plena acontecerá quando a aliança entre Deus e a humanidade for selada com o sangue do Justo…

O teólogo Hans Urs von Balthasar comenta assim esta passagem: “No Evangelho, João, o precursor, recua diante da ideia de batizar aquele que vem e que ele anuncia; mas Jesus insiste, porque TODA A JUSTIÇA deve ser cumprida. A justiça é aquela que Deus, em sua aliança, ofereceu ao povo e que se cumpre [se realiza por completo] quando o povo eleito a faz por inteiro.

“É exatamente o que ocorre aqui, onde Jesus será a aliança que se cumpre entre Deus e a humanidade, mas não sem a cooperação de Israel, que caminhou na fé para seu Messias e, na figura simbólica do Batizador, deve proteger esta fé no ato divino da graça.

“Na medida de João Batista, parecia conveniente deixar somente para Deus a graça do cumprimento, mas se é mais conveniente que a sua obediência aconteça, ele ‘deixa fazer’ (v. 15).

“Muitos anos depois da primeira epifania com a homenagem dos astrólogos, produz-se agora a segunda epifania com a abertura do próprio céu: o Deus trinitário confirma o cumprimento da aliança: a voz do Pai manifesta Jesus como seu Filho bem-amado, e o Espírito Santo desce sobre ele para, do céu, ungi-lo como o Messias.”

A leitura de Isaías (42, 1-4.6-7), proposta pela liturgia da festa do Batismo do Senhor, repete claramente a unidade essencial entre a “justiça” e a “aliança”: “Eu te chamei para a justiça… Eu te encarreguei de seres a aliança do meu povo e a luz das nações”. Aquele que entra nas águas do Jordão é “o Justo”, e somente ele pode “justificar” a humanidade, aliando-a com o Pai.

Quando somos batizados, nós nos tornamos aliados de Deus…

Orai sem cessar: “Minha língua celebrará tua justiça!” (Sl 51,16)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

Compartilhe nas mídias

Comente o que achou: