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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 24 de fevereiro de 2026

Antífona

– Senhor, vós vos tornastes um refúgio para nós de geração em geração; desde sempre e para sempre, vós sois Deus (Sl 89,1s).


Coleta

– Olhai, Senhor, a vossa família e fazei que, interiormente mortificam pele penitência corporal, resplandeça sempre mais em nós a luz da vossa presença. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


1ª Leitura: Is 55,10-11

– Leitura do livro do profeta Isaías: Isto diz o Senhor: 10Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, 11assim a palavra que sair de minha boca não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la.


– Palavra do Senhor. 

– Graças a Deus. 


Salmo Responsorial: Sl 33(34),4-5.6-7.16-17.18-19 (R: 18b)

– O Senhor liberta os justos de todas as angústias.
R: O Senhor liberta os justos de todas as angústias.


– Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

R: O Senhor liberta os justos de todas as angústias.


– Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

R: O Senhor liberta os justos de todas as angústias.


– O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, e seu ouvido está atento ao seu chamado; mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança.

R: O Senhor liberta os justos de todas as angústias.


– Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido.

R: O Senhor liberta os justos de todas as angústias.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 6,7-15

Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!

Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!

– O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4,4).

Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, 13e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.

– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
Pai… (Mt 6,7-15)

Em certas tradições religiosas, os “fiéis” se dirigiam a um ser poderoso como Zeus, a uma divindade guerreira como Marte, a um deus quase inacessível como o “Altíssimo” do Antigo Testamento, cujos trovões causavam terror e distanciamento (cf. Ex 19,16ss.). Assim, quando Jesus Cristo ensinou seus discípulos a tratarem Deus como abbá, ou seja, “paizinho”, estávamos diante de uma revolução jamais imaginada…

O monge beneditino François Trévedy, em seu livro “Orar em segredo” (Ed. O Lutador, Belo Horizonte, 2009), que eu tive o privilégio de traduzir, comenta esta passagem do Evangelho:

“Sim, nós diremos: ‘Pai!’, mas isto não nos pertence, não e de nossa competência, na realidade isto vem de mais longe, de muito mais fundo. E eis como a aparente banalidade do conselho esconde um abismo, a insondável profundeza de nossa condição filial e adotiva, da qual a vida espiritual e a oração não são mais que o desdobramento.

‘Pai!’ Esta é a senha que nos é dada, esta ´a chave da oração. Entretanto, retornemos incansavelmente a esta palavra, interroguemo-la e digamos a ela, como Àquele que no-la ensinou: ‘De onde vens tu?’ (Jo 19,9) Fomos nós que a inventamos? É de nós, verdadeiramente, que ela se derrama como de sua origem última? Ouçamos, pois, esta palavra declarar em nosso pretório, como Aquele que no-la ensinou: ‘Quanto a mim, eu sou do alto’ (Jo 8,23) De Muito-alto ou de Muito-baixo, como quiserem, em todo caso de outra parte, de um Outro. Dizer ‘Pai’, rezar ao Pai, não nos pertence, é um empréstimo. Oh! por certo, um empréstimo concedido de boa vontade, mas sempre um empréstimo, não o esqueçamos, é uma graça.”

Aí está: quando nós chamamos a Deus de “Pai”, é por meio de Jesus, o Filho, que nós o fazemos. E imediatamente Ele, o Filho, toma posse de nossa oração e a apresenta ao Pai como se fosse dele. Na verdade, tornou-se de fato uma oração “dele”. Para o cristão, é impossível rezar ao Pai sem que o Filho se interponha, assuma nossa oração e a apresente como uma oração dele mesmo.

Vale lembrar o apóstolo Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Por isso mesmo, nós podemos reler: “Já não sou eu que rezo, é Cristo quem reza em mim…”

Orai sem cessar: “Simão, eu orei por ti…” (Lc 22,31)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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