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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 24 de março de 2026

Antífona de entrada

Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! (Cf. Sl 26, 14)


Coleta

Concedei-nos, Senhor, perseverar na vossa vontade, para que, em nossos dias, cresça em número e santidade o povo que vos serve. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


Primeira Leitura – Nm 21, 4-9

Leitura do Livro dos Números

Naqueles dias, 4os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom.

Durante a viagem, o povo começou a impacientar-se, 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”.

6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”.

Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente abrasadora e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.


Salmo Responsorial – Sl 101(102), 2-3. 16-18. 19-21 (R. 2)

R. Ouvi, Senhor, e escutai minha oração e chegue até vós o meu clamor.

– Ouvi, Senhor, e escutai minha oração, e chegue até vós o meu clamor! De mim não oculteis a vossa face no dia em que estou angustiado! Inclinai o vosso ouvido para mim, ao invocar-vos atendei-me sem demora!

– Ouvi, Senhor, e escutai minha oração e chegue até vós o meu clamor.

– As nações respeitarão o vosso nome, e os reis de toda a terra, a vossa glória; quando o Senhor reconstruir Jerusalém e aparecer com gloriosa majestade, ele ouvirá a oração dos oprimidos e não desprezará a sua prece.

– Ouvi, Senhor, e escutai minha oração e chegue até vós o meu clamor.

– Para as futuras gerações se escreva isto, e um povo novo a ser criado louve a Deus. Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, e o Senhor olhou a terra do alto céu, para os gemidos dos cativos escutar e da morte libertar os condenados

– Ouvi, Senhor, e escutai minha oração e chegue até vós o meu clamor.

– Semente é de Deus a Palavra, o Cristo é o semeador; todo aquele que o encontra, vida eterna encontrou.
– Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!


Evangelho – Jo 8, 21-30

– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 21“Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir”. 22Os judeus comentavam: “Por acaso, vai-se matar? Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir?’”

23Jesus continuou: “Vós sois daqui de baixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. 24Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados”.

25Perguntaram-lhe pois: “Quem és tu, então?” Jesus respondeu: “O que vos digo, desde o começo. 26Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo”. 27Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai. 28Por isso, Jesus continuou: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. 29Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado”.  30Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele.

– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.


PALAVRA DE VIDA
Quando eu for elevado… (Jo 8,21-30)

“Quem és tu? De onde vens? Que dizes de ti mesmo? Pretendes ser Deus? És tu o Messias? Tu és rei?” Eis aqui uma verdadeira chuva de interrogações arremessadas continuamente sobre o Mestre de Nazaré. Escribas, fariseus, sacerdotes, o rei Herodes, o próprio Pilatos participam da enxurrada de interrogações a respeito desse Nazareno que atrai as multidões, cura os doentes e liberta os possessos, chegando ao cúmulo imperdoável de ressuscitar os mortos. Incômodo e ameaçador, é preciso eliminá-lo. Convém que morra somente um em lugar do povo – dirá o sumo sacerdote (cf. Jo 11,50).

Nesta passagem do evangelho, Jesus percebe claramente que pretendem arrancar dele uma resposta que justifique sua condenação. O biblista Louis Boyer comenta: “Jesus anuncia de forma direta o desfecho do conflito: ele terminará pela aparente vitória do poder das trevas, que agem através dos adversários, mantidos como escravos. Mas esse falso triunfo será, na realidade, a derrota deles. A expressão ‘elevar’ – com o duplo sentido possível de crucificar ou exaltar – assinala bem a confusão das trevas quando virem a Luz resplandecer da cruz na qual tinham pretendido apagá-la. Este anúncio da Paixão é o primeiro que Jesus faz em público; nós vamos notar como logo a seguir São João deixa claro que a glória de Cristo e sua Paixão são inseparáveis”.

Aquilo que pareceria a extrema humilhação – a morte na cruz, punição exclusiva para escravos e grandes criminosos – será, de fato, a máxima “elevação” do Salvador. Nas palavras de Paulo aos filipenses: “POR ISSO Deus o exaltou acima de tudo, e lhe deu o Nome que está acima de todo nome” (Fl 2,9). Este é o mistério que permanecerá pulsando no coração do cristianismo.

Claro, Jesus já sabia disso com clareza desde o começo de sua missão. No diálogo noturno com Nicodemos, ele havia lembrado a serpente de bronze (cf. Nm 21,8-9), sinal de salvação, erguida no madeiro: “Tal como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do Homem, a fim de que todo o que nele crer tenha vida eterna” (Jo 3,14-15).

Desde então, Jesus “faz da cruz a única via para conhecer o Deus anterior aos séculos. Pela cruz Jesus fará a vontade de Deus até o extremo, e assim o glorificará” (André Scrima). É como se ele dissesse: “Sobre a cruz, vós vereis que Deus me glorifica e eu o glorifico, pois eu faço a vontade de meu Pai”.

Esta e a verdade que aprendemos com os evangelhos: a kênosis do Verbo encarnado desce ao mais profundo para atingir o mais elevado.

Orai sem cessar: “Levanto os olhos para vós, que habitais nos céus.” (Sl 122,1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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