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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 25 de agosto de 2026

3ª feira da 21ª Semana do Tempo Comum

Memória Facultativa

São Luís de França ou São José de Calazans, Presbítero

Antífona de entrada

Inclinai, Senhor, vosso ouvido para mim e escutai-me. Salvai, vosso servo que confia em vós, meu Deus. Tende compaixão de mim, Senhor, pois clamei por vós o dia inteiro. (Cf. Sl 85, 1-3)

Coleta

Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num único desejo, concedei ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que na instabilidade deste mundo nossos corações estejam ancorados lá onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — 2Ts 2, 1-3a. 14-17

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses

1 No que se refere à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa união com ele, nós vos pedimos, irmãos: 2 não deixeis tão facilmente transtornar a vossa cabeça, nem vos alarmeis por causa de alguma revelação, ou carta atribuída a nós, afirmando que o Dia do Senhor está próximo. 3a Que ninguém vos engane de modo algum. 14 Deus vos chamou para que, por meio do nosso evangelho, alcanceis a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

15 Assim, portanto, irmãos, ficai firmes e conservai firmemente as tradições que vos ensinamos, de viva voz ou por carta. 16 Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou em sua graça e nos proporcionou uma consolação eterna e feliz esperança, 17 animem os vossos corações e vos confirmem em toda boa ação e palavra.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 95(96), 10. 11-12a. 12b-13 (R. 13b)

O Senhor vem julgar nossa terra.

Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça.
O Senhor vem julgar nossa terra.

O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; os campos com seus frutos rejubilem.
O Senhor vem julgar nossa terra.

E exultem as florestas e as matas na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo todo com justiça, e os povos julgará com lealdade.
O Senhor vem julgar nossa terra.

A palavra do Senhor, é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração. (Hb 4,12)
Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho — Mt 23, 23-26

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 23 “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vós deveríeis praticar isto, sem contudo deixar aquilo.

24 Guias cegos! Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo. 25 Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça. 26 Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

PALAVRA DE VIDA
Primeiro o interior… (Mt 23,23-26)

Na minha infância ouvi frequentemente este ditado popular muito expressivo: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”. Ele fala do contraste entre essência e aparência. E deixa claro que existem dois “lados”: o lado de dentro (oculto) e o lado de fora (aparente).

Isto se aplica a um seixo rolado: por fora, áspero e rugoso, sem maior valor; por dentro, uma bela ágata com aquelas faixas paralelas ou um geodo de cornalina que encantam o olhar. Mas se aplica também a pessoas: uma simples criança de pés no chão pode esconder um futuro cientista; um jovem de cabelos perfumados pode feder por dentro…

Alguns santos – como o Cura d’Ars – foram conhecidos por esse dom especial de ler almas e corações (o dom da cardiognosia), a ponto de lembrarem ao penitente, no confessionário, certos pecados que estavam sendo esquecidos.

Em Jesus Cristo, esta capacidade de ler o interior do homem não tinha limites: ele olha o infeliz fisicamente paralisado em sua padiola e lhe diz: “Teus pecados são perdoados!” E exatamente por possuir tal faculdade, o Filho de Deus não se deixa iludir por aquelas barbas patriarcais, aquelas túnicas impecáveis, aquelas franjas rituais, aqueles tefili__m na testa, e define logo o que vê “por dentro”: sepulcros caiados!

Como se sabe, entre os judeus do tempo de Jesus a seita dos fariseus [do hebraico “parushim”, os separados, os que não se misturam] era conhecida pelo extremo rigorismo no cumprimento da lei, dos preceitos e variados ritos. Voltando da rua, lavavam criteriosamente as mãos. Até os punhos!!!

Do lado de fora, bela viola: horários fixos de oração, frequentes jejuns, obras exteriores de caridade, dízimo levado ao extremo da hortelã (que estava dispensada, juntamente com os legumes verdes e secos!), extrema seletividade na acolhida de novos membros. Mas não é por esse “bem aparente” que eles são alvo de uma “mal-aventurança”.

O fariseu acaba como imagem da HIPOCRISIA. O olhar penetrante de Jesus percebe nele a vaidade, o desejo de honrarias, o sentimento de superioridade (não somos como essa “gentinha”! cf. Jo 7,49), a avareza e a cobiça. São acusados até de exploração dos mais pobres e de ficarem de olho nas propriedades das viúvas para se apossarem delas (cf. Mc 12,40; Lc 20,47).

Esta é a história deles. E a nossa? Quando é que somos fariseus?

Orai sem cessar: “__Servindo a Deus de todo o coração…” (Dt 10,12)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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