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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 26 de agosto de 2026

4ª feira da 21ª Semana do Tempo Comum

Antífona de entrada

Inclinai, Senhor, vosso ouvido para mim e escutai-me. Salvai, vosso servo que confia em vós, meu Deus. Tende compaixão de mim, Senhor, pois clamei por vós o dia inteiro. (Cf. Sl 85, 1-3)

Coleta

Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num único desejo, concedei ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que na instabilidade deste mundo nossos corações estejam ancorados lá onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — 2Ts 3, 6-10. 16-18

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses

6 Nós vos ordenamos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos afasteis de todo irmão que se comporta de maneira desordenada e contrária à tradição que de nós receberam. 7 Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade.

8 De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém. 9 Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado. 10 Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: “Quem não quer trabalhar, também não deve comer”.

16 Que o Senhor da paz, ele próprio, vos dê a paz, sempre e em toda a parte. O Senhor esteja com todos vós. 17 Esta saudação é de meu próprio punho, de Paulo. Assim é que assino todas as minhas cartas; é a minha letra. 18 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vós.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 127(128), 1-2. 4-5 (R. 1a)

Felizes todos que respeitam o Senhor!

Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem!
Felizes todos que respeitam o Senhor!

Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.
Felizes todos que respeitam o Senhor!

O amor de Deus se realiza em todo aquele que guarda sua palavra fielmente. (1Jo 2, 5)
Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho — Mt 23, 27-32

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 27 “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! 28 Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça.

29 Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, 30 e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. 31 Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. 32 Completai, pois, a medida de vossos pais!”

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

PALAVRA DE VIDA
No tempo de nossos pais… (Mt 23,27-32)

Neste Evangelho – uma coleção de mal-aventuranças iniciadas por sete “ais” que prenunciam desgraças – o Mestre verbera a hipocrisia das lideranças religiosas de Israel, trazendo à tona as contradições entre pequenos ritos e grandes infidelidades, higiene exterior e íntima podridão, copos limpos e almas imundas…

Um exemplo citado por Jesus é a atitude comum de acusar os antepassados por seus erros (como o assassinato dos profetas, no caso de Israel) e julgar-nos superior a eles, como se não estivéssemos envolvidos em crimes semelhantes.

Os filhos costumam alimentar mágoas e ressentimentos em relação aos pais com queixas e acusações. Modernos que somos, não evitamos um sorriso de ironia diante das “ignorâncias” dos antepassados. Muitos casais de hoje escolheram como lema a frase: “Não queremos que nossos filhos passem aquilo que passamos”. Claro, a culpa é dos antigos…

Ora, somos melhores que eles? Somos capazes dos sacrifícios que eles assumiram em uma época de grandes carências materiais e duros combates pela sobrevivência? Estamos repetindo seus gestos de desapego, como aquelas mães que tiravam de seu prato a comida dos filhos? Temos as mãos calejadas para que nossos descendentes tenham seu diploma?

Eram tempos difíceis. Tempos de lamparina de querosene, de buscar água na bica. Roupa nova apenas quando a velha apodrecia. Meia-sola nos sapatos. E as vovós a declamar: “Remenda o pano, que dura mais um ano; remenda outra vez, que dura mais um mês”. Eram tempos de fé nos pequenos gestos. A oração antes da refeição. A família reunida para rezar o terço antes de dormir. O dia pontuado pelo tradicional “bênção, mãe” e pelo “Deus te abençoe, meu filho!”

Outro engano que nós cometemos: “Hoje é muito difícil ser cristão. Se eu tivesse vivido no tempo de Jesus, teria sido mais fácil!” Na verdade, é o contrário. A proximidade com a realidade humana de Jesus, sua família humana, a oficina do carpinteiro e – acima de tudo – sua escandalosa morte na cruz foram sérios obstáculos para que o acolhessem como Messias Salvador. Hoje, após vinte séculos de evangelização, após uma legião de mártires, após a reflexão dos grandes mestres espirituais, após os exemplos admiráveis de tantos servos e servas de Deus, nossa fé tem muito mais andaimes para se apoiar.

Que tal buscar uma sincera conversão e dedicar nosso esforço em cooperar com a Graça, que nos chama a centrar nossa vida na edificação do Reino de Deus?

Orai sem cessar: “Senhor, meus tempos estão em tuas mãos!” (Sl 31,16)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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