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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 27 de fevereiro de 2026

Antífona

– Livrai-me, Senhor, das minhas aflições, vede minha pequenez e minha fadiga e perdoai todos os meus pecados (Sl 24,17s).


Coleta

– Concedei, Senhor, que vossos fiéis se preparem dignamente para a festa da Páscoa, de modo que a mortificação corporal que assumimos traga fruto e renove o nosso espírito. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


1ª Leitura: Ez 18,21-28

– Leitura da profecia de Ezequiel: Assim fala o Senhor: 21“Se o ímpio se arrepender de todos os pecados cometidos, e guardar todas as minhas leis, e praticar o direito e a justiça, viverá com certeza e não morrerá. 22Nenhum dos pecados que cometeu será lembrado contra ele. Viverá por causa da justiça que praticou. 23Será que eu tenho prazer na morte do ímpio? — oráculo do Senhor Deus. Não desejo, antes, que mude de conduta e viva? 24Mas, se o justo se desviar de sua justiça e praticar o mal, imitando todas as práticas detestáveis feitas pelo ímpio, poderá fazer isso e viver? Da justiça que ele praticou, nada mais será lembrado. Por causa da infidelidade e do pecado que cometeu, por causa disso morrerá. 25Mas vós andais dizendo: ‘A conduta do Senhor não é correta’. Ouvi, vós da casa de Israel: É a minha conduta que não é correta, ou antes é a vossa conduta que não é correta? 26Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre. 27Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida. 28Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá”.


– Palavra do Senhor. 

– Graças a Deus. 


Salmo Responsorial: Sl 130,1-2.3-4.5-6.7-8 (R: 3)

– Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?
R: Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?


– Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, escutai a minha voz! Vossos ouvidos estejam bem atentos ao clamor da minha prece! 

R: Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?


– Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir? Mas em vós se encontra o perdão, eu vos temo e em vós espero.

R: Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?


– No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. A minha alma espera no Senhor, mais que o vigia pela aurora. 

R: Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?


– Espere Israel pelo Senhor, mais que o vigia pela aurora! Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção. Ele vem libertar a Israel de toda a sua culpa. 

R: Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 5,20-26

Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai.

Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai.

– Lançai para bem longe toda a vossa iniqüidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração!  (Ex 18,31)

Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai.

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!

– Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘Patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno. 23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só depois vem apresentar a tua oferta. 25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
Não matarás! (Mt 5,20-26)

Não somos salvos pelo mérito de nossas obras exteriores. A “justiça” dos fariseus, tantas vezes verberados por Jesus, consistia tão-somente em observar a Lei em seus mínimos detalhes, de modo a “merecer” a salvação, mas seu interior não correspondia às aparências externas. Como disse o poeta, pode haver grande distância entre intenção e gesto. Deus observa o coração do homem e conhece suas artimanhas…

No Evangelho de hoje, Jesus exemplifica com o 5º mandamento, tão antigo e tão pouco praticado: “Não matarás!” E mostra claramente que pode haver uma gradação, uma espécie de “escada do ódio”, com vários degraus. Irar-se contra o irmão, chamá-lo de imbecil (raca, entre os semitas) ou de doido, são formas civilizadas de “matar”. Parecem pecados menos graves, mas no fundo o ódio é o mesmo!

No dia a dia, nossos relacionamentos oferecem seguidas oportunidades de amar. São situações que se abrem ao perdão, à compreensão, à paciência, mas também podem derivar para a condenação, a rejeição, a agressividade. Uma pessoa honesta e educada pode conter-se e evitar reações explosivas ou ofensivas, mas, ao mesmo tempo, alimentar no coração projetos de vingança, desejar prejuízos para os outros e, mesmo, alegrar-se com os insucessos deles. Apesar da honestidade exterior e de uma polidez aparente, o ódio mortal corre secretamente pelas artérias…

Há muitas formas de matar. Mata quem calunia o justo, quem joga lama na reputação dos outros, quem propaga escândalos com requintes de sadismo. Mata-se ao sabotar o trabalho dos companheiros, ao negar o reconhecimento a seus esforços, ao pagar salário de fome aos empregados. Pode-se matar semeando dúvidas sobre questões de fé, incentivando a revolta contra Deus e a Igreja, oferecendo ocasiões de pecado aos que convivem conosco. Matamos pelo mau exemplo, pela má palavra, pelo mau conselho. Matamos por omissão diante daquele a quem podíamos ajudar.

Sentimentos, palavras e atos: são três degraus para amar ou odiar. E se o ódio cresce em nós, irá progredindo de silêncios para antipatias, de reservas para a formação de partidos, de acusações a campanhas de difamação, de confrontos ao assassinato. Mas o ódio é sempre o mesmo…

Nosso frequente exame de consciência deve incluir esta questão fundamental: – Que sentimentos inspiram meus pensamentos, municiam as minhas palavras, movem as minhas ações? Ódio ou amor?

Orai sem cessar: “Perdoa-nos as nossas dívidas, como também perdoamos aos nossos devedores.” (Mt 6,12)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança

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