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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 27 de janeiro de 2026

Antífona

– Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira. Glória e esplendor, em sua presença, santidade e beleza no seu santuário (Sl 95, 1.6).


Coleta

– Deus eterno e todo-poderoso, dirigi nossas ações segundo a vossa vontade, para que em nome do vosso dileto Filho, mereçamos frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


1ª Leitura: 2Sm 6,12b-15.17-19

– Leitura do segundo livro de Samuel: Naqueles dias, 12bDavi pôs-se a caminho e transportou festivamente a arca de Deus da casa de Obed-Edom para a cidade de Davi. 13A cada seis passos que davam, os que transportavam a arca do Senhor sacrificavam um boi e um carneiro. 14Davi, cingido apenas com um efod de linho, dançava com todas as suas forças diante do Senhor. 15Davi e toda a casa de Israel conduziram a arca do Senhor, soltando gritos de júbilo e tocando trombetas. 17Introduziram a arca do Senhor e depuseram-na em seu lugar, no centro da tenda que Davi tinha armado para ela. Em seguida, ele ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos na presença do Senhor. 18Assim que terminou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios pacíficos, Davi abençoou o povo em nome do Senhor todo-poderoso. 19E distribuiu a toda a multidão de Israel, a cada um dos homens e das mulheres, um pão de forno, um bolo de tâmaras e uma torta de uvas. Depois todo o povo foi para casa

– Palavra do Senhor. 

– Graças a Deus.


Salmo Responsorial: Sl 24,7.8.9.10 (R: 8a)

– Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o grandioso!”
R: Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o grandioso!”


– “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!”

R: Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o grandioso!”


– Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o onipotente, o Senhor, o poderoso nas batalhas!” 

R: Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o grandioso!”


– “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!

R: Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o grandioso!”


– Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “O Rei da glória é o Senhor onipotente, o Rei da glória é o Senhor Deus do universo”!

R: Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o grandioso!”



Aclamação ao santo Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelastes os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25).

 Aleluia, aleluia, aleluia.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos:Mc 3,31-35

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 31chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. 33Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 34E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
Esse é meu irmão… (Mc 3,31-35)

A marca registrada do filho é a obediência. Amado pelo pai, o filho responde ao amor com a mais amorosa das sujeições. E, ao contrário do que sugerem alguns profetas da rebeldia, não é nenhum fardo pesado a obediência prestada à pessoa que nos demonstra um amor sem medidas…

É assim com Jesus, o Filho. Sua entrega à Paixão e à morte no Calvário tem um objetivo: “Para que o mundo saiba que amo o meu Pai e ajo conforme o Pai me prescreveu”. (Jo 14,31.) Jesus não se cansa de afirmar sua “dependência” em relação ao Pai: “O Filho não pode fazer nada por si mesmo, mas somente o que vê o Pai fazer; pois o que o Pai faz, o Filho o faz igualmente”. (Jo 5,19.)

Quando o Filho de Deus se encarna, ele de certa maneira “re-aprende” a ser filho em sua relação de família com Maria e com José, durante sua infância e adolescência. O Papa Leão XIII realçou esta obediência humana de Jesus: “Daí se seguia, portanto, que o Verbo de Deus fosse submisso a José, lhe obedecesse e lhe prestasse aquela honra e aquela reverência que os filhos devem aos próprios pais.” Obedecendo a José, pai nutrício, Jesus obedecia a seu Pai eterno.

Ora, se nós pretendemos ser irmãos de Jesus, como o conseguiríamos sem obedecer ao mesmo Pai Celeste? Quando nos submetemos à Lei de Deus, a seus mandamentos, ou quando obedecemos à voz de Deus que fala por meio da Igreja e de seus ensinamentos, Jesus pode olhar para nós e nos reconhecer como irmãos.

Este tipo de relação supera amplamente os laços de sangue, pois é tecida de uma unidade de intenções, uma fusão de vontades, uma adesão ao ser divino. Mais que uma herança genética, a filiação se manifesta no amor obediente.

Eis o que diz Santo Agostinho: “Será o amor que leva a observar os preceitos, ou a observação dos preceitos é que leva ao amor? Mas quem duvida que o amor venha primeiro? Aquele que não ama não consegue observar os preceitos. Assim, ao dizer: ‘se observais meus mandamentos, permanecereis no meu amor’ (Jo 15,10), Jesus mostra não de onde vem o amor, mas aquilo que o prova. É como se ele dissesse: não pensem que vocês permanecem no meu amor, se não observam meus mandamentos, pois se vocês os observam, esta seria a prova de que nele permaneceis”.

A lição é clara: quem ama, obedece. O rebelde recusa automaticamente a sua filiação. Quem obedece, este é filho. Sendo filhos, seremos irmãos do Senhor. E ele poderá olhar para nós, sorrir e afirmar: “Esse é meu irmão!”

Orai sem cessar: “Eis-me aqui, ó Pai, para fazer a tua vontade!” (Hb 10,9)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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