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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 28 de junho de 2026

Santos Pedro e Paulo, Apóstolos, Solenidade

Antífona de entrada

Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus.

Glória

Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso.
Nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.

Coleta
Ó Deus, que hoje nos concedeis a santa alegria de festejar os apóstolos São Pedro e São Paulo, dai à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes Apóstolos que nos deram os fundamentos da fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — At 12, 1-11

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, 1 o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. 2 Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3 E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos.

4 Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa. 5 Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele.

6 Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão.

7 Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos.

8 O anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!” 9 Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão. 10 Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11 Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 33(34), 2-3. 4-5. 6-7. 8-9 (R. 5b)

De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!
De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.
De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.
De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!
De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

Segunda Leitura — 2Tm 4, 6-8. 17-18

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo

Caríssimo: 6 quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7 Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8 Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa.

17 Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão.18 O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Tu és Pedro e sobre esta pedra eu irei construir minha Igreja; e as portas do inferno não irão derrotá-la. (Mt 16, 18)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mt 16, 13-19

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.

15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18 Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

PALAVRA DE VIDA
Tu és o Cristo! (Mt 16,13-19)

A solenidade de São Pedro e São Paulo não existe para o louvor popular de dois excelentes seguidores de Jesus de Nazaré: ela é a celebração da Igreja, Corpo de Cristo. E Pedro e Paulo só aparecem no catálogo por serem membros desse mesmo Corpo, ramos vivos da Videira eterna.

Neste Evangelho, nós somos confrontados com uma pergunta direta do Mestre a seus discípulos: “Que dizem as pessoas ser o Filho do Homem?” E Aquele que faz a pergunta é sempre uma pergunta. Jesus Cristo é uma permanente interpelação a cada ser humano: “Quem sou EU para você?” E aqui temos o núcleo de toda catequese. Enquanto não se reconhece a pessoa de Jesus Cristo, é inútil pendurar enfeites sobre práticas e devoções, sacramentos e preceitos.

Simão Pedro tem a resposta. Pedro faz a profissão de fé, que é a confissão de toda a Igreja. Ele identifica o filho do carpinteiro como o Filho do Deus vivo. Sem este fundamento, toda a construção não ficaria de pé. Sem ela, os evangelhos seriam histórias piedosas, lendas do passado…

No papel de “primeira boca” do Corpo de Cristo a se abrir para a profissão de fé, Pedro mostra a necessidade de outros confessores que, geração após geração, renovem a notícia da presença do Filho de Deus entre nós. É uma corrida de revezamento, com um bastão a ser passado de mão em mão. Como observa o beneditino François Trévedy, a Igreja não responde de uma vez por todas; sua construção se faz EM sua própria confissão de fé, atualizada, recolocada ao sabor do dia da Páscoa.

Hoje, em Cesareia de Filipe, Pedro é confessor com palavras, uma frase repleta de emoção. Mais tarde, in vinculis, o velho pescador renovará a confissão com seu martírio, crucificado em Roma. A Igreja canoniza os mártires exatamente por comprovar em seus martírios o ato de fé definitivo. Cada vez que alguém dá a vida por causa de Jesus, ressoa nos ares a mesma proclamação: – “Tu és o Cristo!”

Não admira que, logo após sua profissão de fé, Pedro receba o poder de ligar e desligar. Esta missão libertadora é confiada à Igreja pelo Libertador. E é alicerçada na fé de Pedro – revivida por ela mesma – que a Igreja liberta o homem de suas cadeias, oferecendo-lhe canais para participar da fonte da vida.

Enquanto houve uma única voz a clamar: “Tu és o Cristo!”, permanecerá à disposição da humanidade sofredora aquela ponte para o Pai que o Filho estendeu no alto do Calvário, ao preço de seu sangue…

Orai sem cessar: “Eu cri, por isso falei!” (Sl 116,10)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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