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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 29 de janeiro de 2026

Antífona

– Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira. Glória e esplendor, em sua presença, santidade e beleza no seu santuário (Sl 95, 1.6).


Coleta

– Deus eterno e todo-poderoso, dirigi nossas ações segundo a vossa vontade, para que em nome do vosso dileto Filho, mereçamos frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


1ª Leitura: 2Sm 7,18-19.24-29

– Leitura do segundo livro de Samuel – Depois que Natan falara a Davi, o rei entrou no tabernáculo 18foi assentar-se diante do Senhor, e disse: “Quem sou eu, Senhor Deus, que é a minha família, para que me tenhas conduzido até aqui? 19Mas, como isto te parecia pouco, Senhor Deus, ainda fizeste promessas à casa do teu servo para um futuro distante. Porque esta é a lei do homem, Senhor Deus! 24Estabeleceste o teu povo, Israel, para que ele seja para sempre o teu povo; e tu, Senhor, te tornaste o seu Deus. 25Agora, Senhor Deus, cumpre para sempre a promessa que fizeste a teu servo e à sua casa, e faze como disseste! 26Então o teu nome será exaltado para sempre, e dirão: ‘O Senhor todo-poderoso é o Deus de Israel’. E a casa do teu servo Davi permanecerá estável na tua presença. 27Pois tu, Senhor todo-poderoso, Deus de Israel, fizeste esta revelação ao teu servo: ‘Eu te construirei uma casa’. Por isso o teu servo se animou a dirigir-te esta oração. 28Agora, Senhor Deus, tu és Deus e tuas palavras são verdadeiras. Pois que fizeste esta bela promessa a teu servo, 29abençoa, então, a casa do teu servo, para que ela permaneça para sempre na tua presença. Porque és tu, Senhor Deus, que falaste, e é graças à tua bênção que a casa do teu servo será abençoada para sempre”.

– Palavra do Senhor. 

– Graças a Deus. 


Salmo Responsorial: Sl 132,1-2.3-5.11.12.13-14 (R: Lc 1,32b) 

– O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi.
R: O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi.

– Recordai-vos, ó Senhor, do rei Davi e de quanto vos foi ele dedicado; do juramento que ao Senhor havia feito e de seu voto ao Poderoso de Jacó:

R: O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi.


– “Não entrarei na minha tenda, minha casa, nem subirei à minha cama em que repouso, não deixarei adormecerem os meus olhos, nem cochilarem em descanso minhas pálpebras, até que eu ache um lugar para o Senhor, uma casa para o Forte de Jacó!”

R: O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi.


– O Senhor fez a Davi um juramento, uma promessa que jamais renegará: “Um herdeiro que é fruto do teu ventre colocarei sobre o trono em teu lugar!

R: O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi.


– Se teus filhos conservarem minha Aliança e os preceitos que lhes dei a conhecer, os filhos deles igualmente hão de sentar-se eternamente sobre o trono que te dei!” 

R: O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi.


– Pois o Senhor quis para si Jerusalém e a desejou para que fosse sua morada: “Eis o lugar do meu repouso para sempre, eu fico aqui: este é o lugar que preferi!” 

R: O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi.

Aclamação ao santo Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 – Vossa palavra é uma luz para os meus passos e uma lâmpada luzente em meu caminho (Sl 118,105).

Aleluia, aleluia, aleluia.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 4,21-25

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos

– Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus disse à multidão: 21“Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro? 22Assim, tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”. 24Jesus dizia ainda: “Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
Uma lâmpada debaixo da cama… Mc 4,21-25)

Lâmpada debaixo da cama?! Só um bobo faria isso. Ou um louco. Ou um cristão indiferente ao próximo… A lição de Jesus é que a LUZ deve ser irradiada, colocada ao alcance de todos, bem no alto, para iluminar casa.

Para não mentir, vamos reconhecer: a CASA está bem escura. No centro da cidade há letreiros luminosos, mas também há mendigos na calçada, passando fome e frio. Perto de nós, há crianças sem o material escolar necessário. E nós, iluminados pelo Batismo e portadores da LUZ, como explicar nossa indiferença? Que diz o Papa Leão XIV?

“O cuidado com os pobres faz parte da grande Tradição da Igreja, como um farol de LUZ que, a partir do Evangelho, iluminou os corações e os passos dos cristãos de todos os tempos. Portanto, devemos sentir a urgência de convidar todos a entrar neste rio de LUZ e vida que provém do reconhecimento de Cristo no rosto dos necessitados e dos sofredores. O amor pelos pobres é um elemento essencial da história de Deus conosco e irrompe do próprio coração da Igreja como um apelo contínuo ao coração dos cristãos, tanto das suas comunidades, como de cada um individualmente.

Enquanto Corpo de Cristo, a Igreja sente como sua própria “carne” a vida dos pobres, que são parte privilegiada do povo a caminho. Por isso, o amor aos pobres – seja qual fora forma dessa pobreza – é a garantia evangélica de uma Igreja fiel ao coração de Deus. Efetivamente, toda a renovação eclesial sempre teve entre as suas prioridades esta atenção preferencial pelos pobres, que se diferencia, tanto nas motivações como no estilo, da atividade de qualquer outra organização humanitária.

O cristão não pode considerar os pobres apenas como um problema social: eles são uma “questão familiar”. Pertencem “aos nossos”. A relação com eles não pode ser reduzida a uma atividade ou departamento da Igreja. Como ensina a Conferência de Aparecida, ‘solicita-se dedicarmos tempo aos pobres, prestar a eles amável atenção, escutá-los com interesse, acompanhá-los nos momentos difíceis, escolhê-los para compartilhar horas, semanas ou anos de nossa vida, e procurando, a partir deles, a transformação de sua situação. Não podemos esquecer que o próprio Jesus propôs isso com seu modo de agir e com suas palavras’.” (Dilexit Te, 103-4)

Neste mesmo documento do Magistério da Igreja, Leão XIV recordou a ação ILUMINADORA dos santos que irradiaram o Evangelho de Jesus em forma de amor ao pobre: “No Brasil, Santa Dulce dos Pobres – conhecida como o “anjo bom da Bahia” – encarnou o mesmo espírito evangélico com feições brasileiras.” Eis “um caminho de amor nas periferias existenciais do mundo”.

Orai sem cessar: “Amemos, porque Ele nos amou primeiro…” (1Jo 4,19)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança

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