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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 30 de abril de 2026

5ª feira da 4ª Semana da Páscoa

Memória Facultativa São Pio V, Papa


Antífona de entrada

Ó Deus, quando saístes com o povo caminhando à sua frente, habitando no meio deles, a terra estremeceu e orvalhou o próprio céu, aleluia. (Cf. Sl 67, 8-9. 20)


Coleta

Ó Deus, que restaurais a natureza humana elevando-a acima de sua dignidade original, considerai o inefável mistério da vossa bondade e conservai os dons e a bênção da vossa perene graça naqueles que vos dignastes regenerar no Batismo para uma vida nova. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


Primeira Leitura — At 13, 13-25

Leitura dos Atos dos Apóstolos
13 Paulo e seus companheiros embarcaram em Pafos e chegaram a Perge da Panfília. João deixou-os e voltou para Jerusalém. 14 Eles, porém, partindo de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia. E, entrando na sinagoga em dia de sábado, sentaram-se. 15 Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: “Irmãos, se vós tendes alguma palavra para encorajar o povo, podeis falar”.

16 Paulo levantou-se, fez um sinal com a mão e disse: “Israelitas e vós que temeis a Deus, escutai! 17 O Deus deste povo de Israel escolheu os nossos antepassados e fez deles um grande povo quando moravam como estrangeiros no Egito; e de lá os tirou com braço poderoso. 1 E, durante mais ou menos quarenta anos, cercou-os de cuidados no deserto. 19 Destruiu sete nações na terra de Canaã e passou para eles a posse do seu território, 2 por quatrocentos e cinquenta anos aproximadamente.

Depois disso, concedeu-lhes juízes, até ao profeta Samuel. 21 Em seguida, eles pediram um rei e Deus concedeu-lhes Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim, que reinou durante quarenta anos. 22 Em seguida, Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade’.

23 Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um Salvador, que é Jesus. 24 Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. 25 Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem aquele do qual nem mereço desamarrar as sandálias’”.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 88(89), 2-3. 21-22. 25 e 27 (R. cf. 2a)

Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus.
Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

“Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. Estará sempre com ele minha mão onipotente, e meu braço poderoso há de ser a sua força.
Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

Não será surpreendido pela força do inimigo, nem o filho da maldade poderá prejudicá-lo. Diante dele esmagarei seus inimigos e agressores, ferirei e abaterei todos aqueles que o odeiam.
Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, sua força e seu poder por meu nome crescerão. Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!’”
Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Jesus Cristo, a fiel testemunha, primogênito dos mortos, nos amou e do pecado nos lavou em seu sangue derramado. (Ap 1, 5ab)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.


Evangelho — Jo 13, 16-20

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
Glória a vós, Senhor.

Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: 16“Em verdade, em verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. 17Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes.

18Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar’. 19Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou.

20Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar, recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.


PALAVRA DE VIDA
Sereis felizes… (Jo 13,16-20)

Todo mundo quer ser feliz. Poucos se apresentam como felizes. Um poeta romântico chegou a afirmar que não experimentamos a felicidade porque ela “está sempre apenas onde a pomos, e nunca a pomos onde nós estamos…”

A inclinação carnal da natureza humana busca pela felicidade em ilusões. Para muitas pessoas, a felicidade está em ter dinheiro, como se não existisse uma epidemia de infelicidade entre os mais ricos. Outras identificam felicidade e prazer, sem perceber quanta desventura brota de uma existência hedonista. Outras, ainda, querem ser felizes na droga, no álcool, na libertinagem. Outras, enfim, consideram feliz quem tem poder, influência política, autonomia e liberdade.

Jesus Cristo – que não se orienta pela carne, nem pelo romantismo – ensina diferente. Depois de lavar os pés de seus discípulos, o Mestre afirma: “O servidor não é maior que seu Senhor, nem o missionário é maior do que aquele que lhe deu a missão… Já que sabeis disso, sereis felizes se o puserdes em prática”. (Jo 13,16-17)

Parece espantoso, não? Será que a felicidade consiste mesmo em uma espécie de “submissão”? Nosso Senhor nos envia em missão e nós, seus servos, nos submetemos a essa missão. Fora disso, não há felicidade.

Assim se explica que a infelicidade se espalhe pela humanidade e se infiltre em tantos corações, pois a grande maioria das pessoas não faz a menor ideia sobre qual seja a missão para que elas foram chamadas a este mundo. De fato, nem se preocupam com isto. Vão sobrevivendo, assumindo qualquer tarefa, desde que lhe paguem para trabalhar. Por isso mesmo, tantas vezes o trabalho é vivenciado como um fardo, do qual nos livraríamos na primeira oportunidade. Sem a consciência da missão, o “sacrifício” inerente ao trabalho perde seu valor de liturgia e de culto a Deus.

Louis Bouyer comenta o gesto simbólico de Jesus ao lavar os pés dos discípulos: “Por este ato, de fato, Cristo ensina expressamente a buscar na fonte de seu próprio amor, feito de um absoluto devotamento que encontra sua glória na humilhação, um amor mútuo semelhante ao dele”. É este clima de amor humilde que transfigura o fardo de cuidar dos filhos, educar os alunos, atender os enfermos, trabalhar em comunidade sem esperar qualquer recompensa imediata.

Por isso mesmo, a “religião” manifestada nos evangelhos é uma absoluta “novidade”. Não se trata de ter poderes mágicos, nem fugir da dor, nem dominar as consciências. Basta servir…

Orai sem cessar: “Servi ao Senhor com alegria!” (Sl 100,2)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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