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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 30 de novembro de 2025

Antífona da entrada

– Avós, meu Deus, elevo a minha alma, e confio em vós. Que eu não seja envergonhado, nem se riam de mim os meus inimigos! Pois não será desiludido quem em vós espera. (Cf. Sl 24, 1-3)


Coleta

– Ó Deus todo-poderoso, concedei aos vossos fiéis o ardente desejo de acorrer com boas obras ao encontro do vosso Cristo que vem, para que, colocados à sua direita, mereçam possuir o reino celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


1ª Leitura: Is 2, 1-5

– Leitura do Livro do Profeta Isaías

– Visão de Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém.

Acontecerá, nos últimos tempos, que o monte da casa do Senhor estará firmemente estabelecido no ponto mais alto das montanhas e dominará as colinas. A ele acorrerão todas as nações, para lá irão numerosos povos e dirão: “Vamos subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos e nos ensine a cumprir seus preceitos”; porque de Sião provém a lei e de Jerusalém, a palavra do Senhor.

Ele há de julgar as nações e arguir numerosos povos; estes transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices; não pegarão em armas uns contra os outros e não mais travarão combate. Vinde, todos da casa de Jacó, e deixemo-nos guiar pela luz do Senhor.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Salmo Responsorial – Sl 121(122), 1-2. 4-5. 6-7. 8-9 (R. cf. 1)

– Que alegria, quando ouvi que me disseram: “Vamos à casa do Senhor!” E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas.
R. Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa do Senhor!”

– Para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi.
R. Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa do Senhor!”

– Rogai que viva em paz Jerusalém, e em segurança os que te amam! Que a paz habite dentro de teus muros, tranquilidade em teus palácios!
R. Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa do Senhor!”

– Por amor a meus irmãos e meus amigos, peço: “A paz esteja em ti!” Pelo amor que tenho à casa do Senhor, eu te desejo todo bem!
R. Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa do Senhor!”




2ª Leitura: Rm 13, 11-14a

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Irmãos: Vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar. Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé.

A noite já vai adiantada, o dia vem chegando: despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz.

Procedamos honestamente, como em pleno dia; nada de glutonerias e bebedeiras, nem de orgias sexuais e imoralidades, nem de brigas e rivalidades. Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 24, 37-44

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!

– Naquele tempo, Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: “A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. E eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem.

Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada.

Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor.

Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada.

Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
Se o dono da casa soubesse… (Mt 24,37-44)

Vivemos em tempo de medo. Cai a noite, trancam-se as portas. Cerca eletrificada, porteiro eletrônico, câmeras de segurança, guardas na guarita. Nunca se sabe quando virá o ladrão…

Abrindo mais um Advento do Senhor, a Igreja não sente medo d’Aquele que vem: ao contrário, ela destranca as portas, derruba as cercas e se põe ela mesma na posição do sentinela que, sobre a muralha, espera pela aurora do Natal.

Eis o comentário de François Trévedy sobre este Evangelho: “Não, a vigilância que nos ordena Jesus Cristo não é despertada por um perigo, pelo terror, mas por uma simples chegada, ainda que seja de um “ladrão”. É preciso reconhecer que o “Ladrão” (cf. Mt 24,43; Ap 16,15) de que nos fala o Evangelho não é tão perigoso para nós e, em definitivo, é bem melhor que ele venha.

Ele não nos rouba por malícia, mas por amor, por um jogo do qual, um dia, participa todo amor verdadeiro. Nós olhamos com pânico para aquilo que chamamos de “últimos fins”, estamos obsedados pelo fim e nem mesmo vemos que o Senhor chega para nós sem cessar e de todos os lados ao mesmo tempo.

O que provoca a vigilância cristã não é uma catástrofe: é um acontecimento; é o perpétuo assalto – em nós e em torno de nós – da Presença pascal de Jesus Cristo. Este assalto só é perigoso se nós reagimos contra ele, pois Jesus Cristo é inofensivo para quem entra no seu jogo. […]

Jesus pode nos surpreender hoje; e na hora de nossa morte ele nos tomará como sua propriedade; ele retomará seu bem em nós, pois é bem no interior de nós, já agora, que isto será tomado e deixado (cf. Mt 24,40-41). Instantâneo como a luz, o Advento de Jesus Cristo operará – e opera desde já! – o corte transversal da história em seu conjunto e da vida de cada um de nós.”

Por que alguém temeria a Luz? Quem teria medo dessa íntima iluminação? Quem amaria tanto as trevas, a ponto de dar as costas para o Sol nascente? Os antigos não chamavam nosso Batismo cristão de “iluminação”? O tempo do Advento na liturgia católica é exatamente um convite a derrubar os muros, abrir mão das próprias defesas, escancarar as janelas ao Vento da madrugada, pois o Dia já vem.

E Trévedy convida: “Deixemos Deus fazer uma intrusão em nós, nos invadir, nos demolir, talvez. É a luz da aurora pascal que faz trincar o túmulo, assim como no estábulo do Natal abre-se uma fresta para a torrente das estrelas…”

Orai sem cessar: “Senhor, na tua luz veremos a luz!” (Sl 36,10)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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