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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 31 de julho de 2025

Antífona

– Ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra; e toda língua proclame: Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai (Fl 2,10).


Coleta

– Ó Deus, que suscitastes em vossa Igreja Santo Inácio de Loiola para propagar a maior glória do vosso nome, concedei-nos que, auxiliados por sua intercessão e imitando seus exemplos, mereçamos por nosso combate na terra, ser coroados com ele no céu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. 


1ª Leitura: Ex 40,16-21.34-38

– Leitura do livro do Êxodo: Naqueles dias, 16Moisés fez tudo o que o Senhor lhe havia ordenado. 17No primeiro mês do segundo ano, no primeiro dia do mês, o santuário foi levantado. 18Moisés levantou o santuário, colocou as bases e as tábuas, assentou as vigas e ergueu as colunas. 19Estendeu a tenda sobre o santuário, pondo em cima a cobertura da tenda, como o Senhor lhe havia mandado. 20Depois, tomando o documento da aliança, depositou-o dentro da arca e colocou sobre ela o propiciatório. 21E, introduzindo a arca no santuário, pendurou diante dela o véu de proteção, como o Senhor tinha prescrito a Moisés. 34Então a nuvem cobriu a Tenda da Reunião e a glória do Senhor encheu o santuário. 35Moisés não podia entrar na Tenda da Reunião, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do Senhor tomava todo o santuário.
36Em todas as etapas da viagem, sempre que a nuvem se elevava de cima do santuário, os filhos de Israel punham-se a caminho; 37e nunca partiam antes que a nuvem se levantasse. 38Pois, de dia, a nuvem do Senhor repousava sobre o santuário, e de noite aparecia sobre ela um fogo, que todos os filhos de Israel viam, em todas as suas etapas.

– Palavra do Senhor. 

– Graças a Deus. 


Salmo Responsorial: Sl 84,3-4.5-6a.8a.11 (R: 2)

– Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!


– Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo!

R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!


– Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar; vossos altares, ó Senhor Deus do universo! Vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor!

R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!


– Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força caminharão com um ardor sempre crescente.

R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!


– Na verdade, um só dia em vosso templo vale mais do que milhares fora dele! Prefiro estar no limiar de vossa casa, a hospedar-me na mansão dos pecadores!

R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!


Aclamação ao santo Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

– Abre-nos, ó Senhor, o coração, para ouvirmos a Palavra de Jesus! (At 16,14). 

Aleluia, aleluia, aleluia.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 13,47-53

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!

– Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 47“O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí, haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”.
52Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. 53Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
A rede lançada ao mar… (Mt 13,47-53)

O Evangelho não é a “Comédia” de Dante Alighieri. Nele não se lê a frase ameaçadora: “Deixai toda esperança, ó vós que entrais!” Mesmo esta parábola da rede, que anuncia uma “separação” entre bons e maus no fim dos tempos, não pode ser entendida como ameaça divina

Claro, serve bem de alerta geral. Como ensina São Gregório Magno, “todas estas coisas se dizem para que ninguém possa desculpar-se baseado em sua ignorância, que unicamente teria lugar se se tivesse falado com ambigüidade sobre o suplício eterno” (In Evangelia homiliae, 11).

Como lembra Joachim Jeremias, o último dia ainda não chegou. “Ainda não ocorreu o último prazo para a conversão (cf. Lc 13, 6-9). Até lá, é preciso renunciar a todo falso zelo, deixar pacientemente os campos amadurecerem, lançar largamente a rede e deixar o resto para Deus – até que venha a sua hora.”

Muita gente – mesmo dentro da Igreja! – se comporta como se uma espécie de determinismo tivesse cristalizado o pecador em seu pecado, seja ele um assassino, um estuprador ou um deputado corrupto. O Evangelho só faz sentido na expectativa da conversão do homem.

Se a rede da parábola recolhe peixes bons e peixes imprestáveis, isto não significa que o bom é automaticamente bom, nem que o mau é definitivamente mau. Aliás, o exemplo do ladrão (rotulado preconceituosamente de “bom ladrão”, como se todos os outros não prestassem…) demonstra que o homem mau pode ser justificado pelo amor de Deus.

Comentando o Juízo Final – que nós insistimos em ver como um ato final da fria vingança divina -, F.-X. Durrwell se coloca no polo oposto: “O julgamento é uma obra de amor. É amando que Deus julga. Jesus vai ao encontro do agonizante e o julga, em sua própria morte, em favor desse mesmo moribundo. Ele é o advogado (cf. 1Jo 2,1) daquele que julga, seu intercessor junto de Deus. No último encontro com esse homem, Cristo exerce sua justiça purificando-o com seu sangue, caso o homem consinta”.

Von Balthasar também nos anima, ao dizer que “por trás dessa separação, a oportunidade única, encontra-se a séria advertência para não a negligenciar. Trata-se de ganhar ou perder todo o sentido da existência humana”.

Desde já, vamos escolher que tipo de peixe queremos ser para Deus…

Orai sem cessar: “Lembra-te de mim, Jesus, quando vieres no teu Reino! (Lc 23,42)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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